Entre os sectores mais afetados, temos o comércio, a retalho e por grosso, restauração, construção civil, a venda imobiliária e transportes terrestres. Em especial, pelo volume de negócios que representam e volume de crédito mal parado que geram, temos a construção e imobiliário.
A previsão para o próximo ano é um aumento da taxa de insolvências, em virtude da diminuição do poder de compra e da retração do consumo, fatores que decorrem da crise e das medidas de austeridade.
Importa atender que, por vezes, o pedido de insolvência não é o fim mas o princípio. O primeiro passo para evitar a fragilidade das penhoras terroristas e consequente paralização da atividade. Uma solução quando se tem milhares de euros a receber de clientes que não pagam, ações judiciais onde se discutem causas que nunca mais se resolvem.. Se tudo funcionasse, não existia falta de liquidez.
Mas não funciona…e como não funciona, importa ter consciência que, na altura de pagar, os parceiros comerciais não se preocupam nem levam a peito os motivos que levam as empresas a não conseguir cumprir as suas obrigações.
É que o mercado não deixa de ser oportunista e feroz….
Luis M. Martins

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